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Qualidade do Ar

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A poluição do ar, problema que já não é exclusividade das grandes cidades e afeta a saúde não somente das pessoas, mas do próprio planeta, é uma das questões mais sérias da atualidade. Grave, crítico, porém não insolúvel, este é um tema que merece cuidado e atenção – especialmente porque sua solução não depende de nada mais do que consciência.

“A principal causa da poluição do ar em grandes centros urbanos são os veículos automotores, que se somam às indústrias para agravar ainda mais o problema”, afirma a especialista em Qualidade do Ar, Daniela Migliavacca. Segundo ela, os mais afetados são as crianças e os idosos, que sofrem com doenças respiratórias.

“São vários os poluentes emitidos, tanto por fontes antropogênicas (causadas pelo homem), como naturais. Podemos citar como principais o SO2 (dióxido de enxofre), NO2(dióxido de nitrogênio), O3 (ozônio), CO (monóxido de carbono) e material particulado, ou partículas inaláveis. Estas, ainda que com dimensão inferior a 10 µm e mais recentemente 2,5 µm, são apontadas como os poluentes mais freqüentemente relacionados aos danos à saúde”, explica Daniela, também doutorada em Ecologia pela UFRGS. “A exposição ao CO, por exemplo, tem como maior fonte a emissão veicular. Ela afeta principalmente pessoas que passam várias horas do dia dentro de um automóvel, ou que tenham de andar a pé ou de bicicleta”, complementa.

Porém, não é só nas ruas que mora o perigo. “Não podemos nos esquecer que ambientes internos, como residências e escritórios, podem sofrer os efeitos do CO proveniente do ambiente externo, que entra pelo sistema de ventilação ou é produzido localmente por aquecedores a óleo, fumantes, churrasqueiras e fogão a gás”, destaca a especialista.

Ou seja, o cuidado com o ar tem de estar em todas as partes. Uma pessoa exposta em demasia ao monóxido de carbono, por exemplo, terá menos oxigênio circulando na corrente sanguínea, pois o gás, ao entrar no organismo, inibe a capacidade das células de transportar O2. E não é só: “As concentrações de poluentes atmosféricos encontradas em grandes cidades acarretam afecções agudas e crônicas no trato respiratório, mesmo em concentrações abaixo do padrão de qualidade do ar, que é definido pela Legislação ambiental CONAM 0003/90”, afirma a doutorada.

Além disso, a maior incidência de patologias como asma e bronquite está associada às variações de concentrações de vários poluentes atmosféricos. Tal e qual, a mortalidade por doenças cardiovasculares também tem sido cada vez mais freqüentemente relacionada à poluição atmosférica urbana. Novamente, o material particulado inalável é o vilão.

Mas então... O que fazer? Como cuidar do ar que respiramos?

Soluções simples, é o que propõe Daniela. “A utilização de transporte coletivo já é um bom começo”, indica. Afinal, quanto menos carros nas ruas, menor a produção de monóxido de carbono. Mas não é só pegar um ônibus para resolver o problema. “É importante também a fiscalização das empresas de transporte quanto à quantidade de poluentes emitidos nos escapamentos dos veículos. Uma engenharia de trânsito mais efetiva e atuante se faz necessária”, atesta a mestre.

Outra solução está na fiscalização das indústrias, que devem portar equipamentos de controle da emissão de gases e partículas poluentes. “A diminuição da qualidade do ar está relacionada principalmente ao aumento populacional e ao crescimento desordenado e descontrolado da indústria”, atesta Daniela.

Para controlar e solucionar o problema, a ordem é simples: consciência, tanto dos agentes públicos quanto privados, no controle das emissões e uso racional de veículos e combustíveis. “As indústrias têm concentrações limites de emissão para algumas fontes, como chaminés de caldeiras e fornos”, explica a especialista. E convoca: “Basta uma maior conscientização e fiscalização, tanto dos governos quanto dos cidadãos”.


* Daniela Montanari Migliavacca, Química, doutoranda em Ecologia pela UFRGS.

 

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